É muita dor... O sentimento é de impotência... Não há o que falar sobre a tragédia de Santa Maria... Ou há?
São 234 jovens mortos, mais de 110 pessoas em estado crítico de saúde (números das 22h de 29/01). A culpa é da banda com os sinalizadores, é dos donos da boate por não prepararem o local da maneira devida, é das autoridades que não fecharam um local que não possuía alvará para funcionar...
Foda-se.
O sentimento de luto é tão forte em mim que eu não consigo sentir raiva daqueles que são culpados por tudo isso. Meu pensamento é apenas nos jovens que morreram. Quantos sorrisos foram apagados, quantas mentes brilhantes desapareceram, quantos momentos não serão vividos.
Meu pensamento está nos guris nos hospitais. Sabe-se lá se sairão com vida de lá. Sabe-se lá se, caso saiam, serão pessoas sem sequelas, sem problemas, sem cicatrizes.
Meu pensamento, principalmente, está nos que ficaram. Nos pais que morreram espiritualmente junto com seus filhos, mas que ainda terão que estar na Terra. Naqueles que ligaram e viram suas chamadas caírem dezenas de vezes nas caixas postais dos celulares dos seus agora finados filhos.
Não é hora de dar conselhos. Na dor, somos surdos, cegos e mudos. Mas, se eu pudesse, falaria que nada disso é por acaso. Se aconteceu essa tragédia e não há nada a ser feito para reparar o que se passou, é porque ela nos mostrará novos caminhos.
É duro, mas as porradas que a vida nos dá nos levam para essas novas estradas. Essas mortes vão mudar algumas coisas no nosso país. Novas mortes iguais a essas, tragédias similares, não irão ocorrer. Ninguém que tenha visto toda essa dor vai recorrer no erro.
Abro esse espaço para falar diretamente com Deus:
Pai... Longe de mim perguntar o porquê dessa tragédia. Não quero cair no erro de praguejar contra Você, de dizer que o Senhor não poderia deixar que tudo isso acontecesse. Hoje, meu único pedido é que Tu dê forças para as famílias. Isso tudo não vai passar, eu sei. Mas que toda essa dor, pelo menos, impeça que novas tragédias ocorram.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Força verde e amarela
A seleção do Felipão voltou.
Não gosto desse treinador que adora jogar feio, que é antiquado, grosseiro e muito marrento por ter conquistado um torneio de sete jogos, no qual venceu as fortíssimas equipes da Turquia, Costa Rica, China e Bélgica.
Achei uma belíssima porcaria a seleção convocada, mas tenho noção que, no atual momento, não havia muito o que fazer. Os jogadores de equipes brasileiras ainda estão se arrastando e alguns que estão no exterior estão contundidos.
Dante é um zagueiro que não conheço muito. Logo, não deveria estar na seleção. Se um cara como eu, viciado em futebol, não conhece um jogador é porque ele não possui destaque algum. Se não se destaca, seu lugar é longe da seleção.
A pífia convocação de Ronaldinho Gaúcho também poderia ser evitada. Se for fazer alguma aposta, nesse momento, que seja em alguém com capacidade de evoluir, não em alguém em decadência. Convocar um dublê de jogador com imagem inflada pela mídia é preocupante.
O mesmo caso é o de Paulinho. Apenas um bom jogador, mas que está jogando na máquina de fazer dinheiro preferida da Rede Globo (Corinthians), o que aumenta consideravelmente o seu cartaz.
Algumas outras piadas aparecem na lista, como Leandro Castan e Felipe Luis. Mas o interessante é que, mesmo com uma equipe de qualidade duvidosa, ainda fazemos frente a toda e qualquer seleção do mundo.
É a famosa força da camisa canarinho...
PS: você pode discordar de tudo o que disse, mas esse vídeo já valeu pelo menos um sorrisinho... rs
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A arte de administrar!
O Flamengo tenta iniciar um novo caminho com uma diretoria recheada de executivos.
O mais interessante é perceber que, ao contrário das diretorias antigas, essa "foge" da imprensa. Era comum ver Márcio Braga, Kléber Leite, Hélio Ferraz e Patrícia Amorim marcando presença na mídia. Ser presidente do clube de maior torcida do país era algo que alimentava a vaidade deles.
O presidente Bandeira de Melo só aparece quando realmente importa. Só vi esse senhor uma única vez em programa esportivo, que foi no Premiere FC. De resto, apenas algumas poucas entrevistas para sites e nada mais.
O engraçado é que parece que o clube conseguiu conter o vazamento de informações. A imprensa, neste momento, parece estar atordoada com a ideia de conseguir informações sobre o clube apenas através das fontes oficiais do rubro-negro.
É tiro para tudo quanto é lado. Hoje, a notícia trazida por Janir Júnior, do Globoesporte.com, foi um exemplo de como tudo está ficando complicado. A notícia do anúncio de Carlos Eduardo e de mais um atacante e a apresentação do esperado uniforme da Adidas foi um tremendo balão de ensaio.
Isso mostra que o foco do clube é a organização interna. A prioridade é trabalhar para modificar o que está por dentro, não trabalhar para ajeitar a imagem perante o público. Parece que, finalmente, perceberam que, em administração, menos é mais!
Só assim, o clube poderá reviver grandes momentos, como a conquista da Libertadores de 1981
O mais interessante é perceber que, ao contrário das diretorias antigas, essa "foge" da imprensa. Era comum ver Márcio Braga, Kléber Leite, Hélio Ferraz e Patrícia Amorim marcando presença na mídia. Ser presidente do clube de maior torcida do país era algo que alimentava a vaidade deles.
O presidente Bandeira de Melo só aparece quando realmente importa. Só vi esse senhor uma única vez em programa esportivo, que foi no Premiere FC. De resto, apenas algumas poucas entrevistas para sites e nada mais.
O engraçado é que parece que o clube conseguiu conter o vazamento de informações. A imprensa, neste momento, parece estar atordoada com a ideia de conseguir informações sobre o clube apenas através das fontes oficiais do rubro-negro.
É tiro para tudo quanto é lado. Hoje, a notícia trazida por Janir Júnior, do Globoesporte.com, foi um exemplo de como tudo está ficando complicado. A notícia do anúncio de Carlos Eduardo e de mais um atacante e a apresentação do esperado uniforme da Adidas foi um tremendo balão de ensaio.
Isso mostra que o foco do clube é a organização interna. A prioridade é trabalhar para modificar o que está por dentro, não trabalhar para ajeitar a imagem perante o público. Parece que, finalmente, perceberam que, em administração, menos é mais!
Só assim, o clube poderá reviver grandes momentos, como a conquista da Libertadores de 1981
Uma incognita
Um time grande, mas que, mesmo vencendo muito e tendo uma equipe espetacular, é uma incógnita. O Fluminense me passa essa impressão.
O atual tetracampeão brasileiro possui estrelas no elenco. Deco, Thiago Neves, Wagner, Nem, Fred e Sóbis são alguns dos espetaculares jogadores do Tricolor, mas não consigo enxergar esse time chegando longe em nenhum dos campeonatos de 2013.
A questão é a seguinte: até onde a resistência desse elenco vai? Deco se machuca muito, Fred também. Thiago Neves é importante, mas deixou de ser protagonista. O Nem ainda não foi devidamente testado como protagonista e Sóbis não consegue ter regularidade.
Trouxeram o Felipe, que também não é um jogador que consiga fazer mais de cinco bons jogos por ano devido à sua idade e o seu temperamento. Rhayner e Wellington Silva também vieram, mas... não são reforços. São enxertos no time campeão nacional.
Parece loucura duvidar de um time que levou dois campeonatos brasileiros nos últimos três anos? Sim... claro. Mas mais loucura ainda é pensar que o ano do Tricolor será igual ao de 2012, quando tudo conspirou a seu favor.
Enquanto esse Flu 2013 não me passa confiança, o de 2008 me traz boas lembranças, como o jogo contra o Arsenal (ARG), no qual DO + DÔ = 6
O atual tetracampeão brasileiro possui estrelas no elenco. Deco, Thiago Neves, Wagner, Nem, Fred e Sóbis são alguns dos espetaculares jogadores do Tricolor, mas não consigo enxergar esse time chegando longe em nenhum dos campeonatos de 2013.
A questão é a seguinte: até onde a resistência desse elenco vai? Deco se machuca muito, Fred também. Thiago Neves é importante, mas deixou de ser protagonista. O Nem ainda não foi devidamente testado como protagonista e Sóbis não consegue ter regularidade.
Trouxeram o Felipe, que também não é um jogador que consiga fazer mais de cinco bons jogos por ano devido à sua idade e o seu temperamento. Rhayner e Wellington Silva também vieram, mas... não são reforços. São enxertos no time campeão nacional.
Parece loucura duvidar de um time que levou dois campeonatos brasileiros nos últimos três anos? Sim... claro. Mas mais loucura ainda é pensar que o ano do Tricolor será igual ao de 2012, quando tudo conspirou a seu favor.
Enquanto esse Flu 2013 não me passa confiança, o de 2008 me traz boas lembranças, como o jogo contra o Arsenal (ARG), no qual DO + DÔ = 6
domingo, 20 de janeiro de 2013
De volta com o Carioqueta e o Paulisteco!
Que coisa desinteressante que é campeonato estadual! Insuportável!
O Carioqueta começou com os grandes em ritmo de treino. Botafogo atropelou, Vasco surpreendeu, Fluminense e Flamengo fizeram o básico.
O Paulisteco foi diferente... Os pequenos de lá são bem mais preparados que os do Rio de Janeiro. Resultado: Palmeiras e Corinthians empataram e São Paulo e Santos suaram para vencer.
Não há lógica em manter os estaduais. Não geram renda, não atraem grandes patrocinadores, não valem como parâmetro para os demais campeonatos e não atraem o público.
Os times pequenos necessitam desses torneios para continuarem existindo. Se esse é o único motivo da manutenção, por que não se faz um torneio apenas para esses times? Poderia existir uma liga em cada Estado, com jogos durante o ano inteiro.
Os quatro grandes do Rio e de São Paulo poderiam voltar a fazer um Torneio Rio-São Paulo! Se for o caso, os dois estados poderiam pegar os quatro primeiros das ligas dos times pequenos de cada Estado e colocá-los no Torneio Rio-São Paulo.
Ficaria assim: quatro grandes e quatro pequenos do Rio contra quatro grandes e quatro pequenos de Sampa. Torneio de dois meses, no máximo. Formato de Copa, com jogos de ida e de volta. Os primeiros confrontos seriam grandes contra pequenos. Seriam 32 partidas em dois meses.
O formato poderia ser repetido em outros estados. Seria menos desgastante, com jogos apenas aos finais de semana. Sistema eliminatório é mais emocionante. Na reta final, mais clássicos. Enfim... mais interessante.
Ver times incompletos jogando contra times pequenos e ruins não é o melhor jeito de matar a saudade do futebol.
O Carioqueta começou com os grandes em ritmo de treino. Botafogo atropelou, Vasco surpreendeu, Fluminense e Flamengo fizeram o básico.
O Paulisteco foi diferente... Os pequenos de lá são bem mais preparados que os do Rio de Janeiro. Resultado: Palmeiras e Corinthians empataram e São Paulo e Santos suaram para vencer.
Não há lógica em manter os estaduais. Não geram renda, não atraem grandes patrocinadores, não valem como parâmetro para os demais campeonatos e não atraem o público.
Os times pequenos necessitam desses torneios para continuarem existindo. Se esse é o único motivo da manutenção, por que não se faz um torneio apenas para esses times? Poderia existir uma liga em cada Estado, com jogos durante o ano inteiro.
Os quatro grandes do Rio e de São Paulo poderiam voltar a fazer um Torneio Rio-São Paulo! Se for o caso, os dois estados poderiam pegar os quatro primeiros das ligas dos times pequenos de cada Estado e colocá-los no Torneio Rio-São Paulo.
Ficaria assim: quatro grandes e quatro pequenos do Rio contra quatro grandes e quatro pequenos de Sampa. Torneio de dois meses, no máximo. Formato de Copa, com jogos de ida e de volta. Os primeiros confrontos seriam grandes contra pequenos. Seriam 32 partidas em dois meses.
O formato poderia ser repetido em outros estados. Seria menos desgastante, com jogos apenas aos finais de semana. Sistema eliminatório é mais emocionante. Na reta final, mais clássicos. Enfim... mais interessante.
Ver times incompletos jogando contra times pequenos e ruins não é o melhor jeito de matar a saudade do futebol.
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