sábado, 24 de novembro de 2012

Uau! Ele aceitaria!

Sim! Ele disse que aceita a Seleção! Nossa... que honra! O grande Guardiola poderia assumir amanhã o cargo de treinador do Brasil, segundo informação levantada pelo Lance!

Sim! Esse Guardiola que teve a dificílima missão de comandar o Barcelona, um time com Xavi, Iniesta, Messi, Fábregas e David Villa. Esse clube pequeno e humilde que possui um patrocínio de camisa no valor de 144 milhões de euros e a melhor estrutura do mundo.

Sim! O Brasil pode ter como treinador um profissional que manteve uma estrutura do seu antecessor (Frank Rijkaard), colheu os frutos do trabalho desse profissional holandês e hoje é sonho de consumo do mundo do futebol.

Sim! Poderemos ser comandados por um espanhol que não tem o mínimo de contato com o nosso país, que não acompanha nosso cambaleante campeonato nacional e que é acostumado com o fino em termos de administração e organização.

Sim! Pagaremos pouca coisa por isso! Só 750 mil euros! Ah... por semana...

Sim! O primeiro passo para conquistar a Copa está prestes a ser dado! Agora só falta nacionalizar o Messi, Cristiano Ronaldo, Iniesta, Xavi e Ibrahimovic.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A culpa é nossa!

Caiu o Mano Menezes. A torcida brasileira, que gosta tanto de pisar na própria seleção, pode comemorar mais uma burrice da maravilhosa CBF.

Não... não acho que o Mano seja um treinador perfeito. Acompanho a seleção brasileira bem de perto e sei que ele fez as suas cagadas. A última foi a convocação do senhor Durval, zagueiro que está na fila do INSS há dois anos e que foi chamado para a seleção do mais novo demitido da praça.

Acontece que a torcida brasileira e a podre CBF não percebem que o nosso agora ex-treinador não era o nome perfeito, mas era quem melhor se encaixava na tentativa de se ter um treinador que fosse ofensivo, defensor do protagonismo brasileiro no futebol.

O destino deu uma força para o Brasil. Na época em que foi contratado, Mano era apenas a terceira opção. Felipão e Muricy, mestres do "futebol resultado", tinham contratos que os impediam de assumir a seleção. O   treinador foi o escolhido.

Acostumado a armar times ofensivos, Mano fez com que o Corinthians renascesse na série B e fez um 2010 maravilhoso com o time paulista. Assumiu a seleção e continuou com o mesmo estilo. Trouxe Neymar, apostou na juventude, mas foi prejudicado pelo fato da seleção não jogar as eliminatórias. Menos jogos = menos tempo para armar um time.

Mesmo assim, conseguiu firmar Neymar como estrela da seleção, teve coragem de chamar o Hulk quando ninguém o conhecia, apostou alto em um Oscar na camisa 10 e não recuou na tentativa de armar um time que não tinha medo de jogar bola.

Você que comemora a demissão do Mano, é melhor parar para pensar. Felipão, que ganhou um torneio de sete partidas e se tornou rei no Brasil, já mostrou que não é tão perfeito assim, vide o trabalho no Palmeiras. Muricy, como todos sabem, não vai deixar de ser o mesmo grosseiro, tanto na maneira de armar um time, quanto no trato com a imprensa.

Parabéns torcedores e CBF. O maior adversário brasileiro não são os argentinos. O maior adversário do Brasil são os próprios brasileiros.

Unbelievable...

Ah... David Beckham...

Segundo o tabloide The Sun, o astro inglês poderia ser contratado pelo Botafogo e receberia algo em torno de 350 mil euros por semana para jogar no Brasil, na China, na Rússia, na Austrália ou na Inglaterra.

O que mais me intriga nessa história é como os papéis se inverteram no futebol. O Botafogo, gigante dentro do país mais vitorioso do futebol, já é alvo de comentários maliciosos em relação a negociação. Muitos resolvem taxar a tentativa de delírio, fantasia, piada de fim de ano ou outras babaquices do gênero.

Se soubesse um pouquinho sobre futebol, esse jogador comum chamado David Beckham talvez tivesse a noção do que representa vestir a camisa do Glorioso. Mas ele, com certeza, não sabe.

Um jogador que trocou a camisa de um clube como o Real Madrid, nove vezes campeão da Europa, pela camisa do Los Angeles Galaxy não tem conhecimento sobre futebol. Pode ser PHD em marketing, publicidade, etc, etc, etc. Jogar bola, porém, ele não sabe.

Sempre me incomodei com esse híbrido de jogador e modelo inglês. Nunca foi um craque (e não há como se discutir), mas esteve no Manchester United, no Real Madrid, na seleção inglesa, disputou Copa do Mundo. Nunca foi protagonista, mas estava lá.

O mais irritante é saber que vai existir torcedor "pagando-pau" para esse "astro" caso ele venha mesmo para o Brasil. É capaz que o verdadeiro craque Seedorf, que joga muita bola e é exemplo dentro e fora de campo, seja posto em segundo plano com a chegada do famoso inglês, exemplo de bom gosto, de como se vestir bem, de como fazer brotar dinheiro posando de cueca e de como fingir ser alguém dentro do futebol.

domingo, 18 de novembro de 2012

Acordou tarde pra vida

Volta Redonda, Rio de Janeiro. Dia 18 de novembro de 2012, domingo.

De um lado, uma equipe que fez tudo errado o ano inteiro. Começou o ano atrasando salário e perdendo jogadores importantes. Em menos de três meses, demitiu um técnico vitorioso, apaixonado pelo clube, com passagem pela Seleção Brasileira e pela Europa e totalmente capacitado a estruturar um clube quase falido.

Essa equipe perdeu seu maior astro no ano, viu a sua presidente ir para Londres enquanto a crise aumentava e depositou as suas esperanças no trabalho de um tetracampeão que vinha trabalhando no modesto Nova Iguaçu.

Do outro lado, estava uma equipe que começou o ano muito bem. Contratou um centro-avante argentino que marca gols com regularidade, apostou em um treinador pentacampeão, fez um campeonato paulista decente e foi eficiente na Copa do Brasil.

Mas o tempo é implacável. Flamengo e Palmeiras fizeram um jogo horroroso no Estádio da Cidadania. Mostraram aquilo que todos veem, mas se negam a admitir: não basta ser time grande. Tem que se ter algo a mais que camisa.


O Palmeiras está na série B nacional. Chegou lá "por esforço próprio" e não há como culpar algo ou alguém pelo insucesso. A política do clube, a falta de planejamento, a fase ruim, a falta de dinheiro, a soberba mostrada logo após o título da Copa do Brasil culminaram nesse calvário. Todo erro, meus caros, pede a sua conta.

O ano do alviverde me parece muito com o namoro de um adolescente. O menino conseguiu o amor de uma das garotas mais disputadas do colégio. Depois que já tinha oficializado tudo, acomodou-se. O tempo passou e ele viu que era necessário SER namorado, não apenas no papel. Quando acordou para a vida, já era tarde. Tudo já havia virado um pesadelo.

Talvez o Flamengo merecesse ser rebaixado também nesse Brasileiro 2012. Entre as duas equipes não existe muita diferença. São ruins, fracas, sem nenhum brilho. O rubro-negro conseguiu ser melhor que o Palmeiras apenas na raça. Vai entender porque esse time, mesmo capenga, mesmo aos trancos e barrancos, consegue se manter na elite do futebol brasileiro.

Sei que vão falar de arbitragem, que o Flamengo sempre é beneficiado, etc,etc, etc. Mas, deixando a paixão de lado, é preciso dar o braço a torcer: quando a camisa do Flamengo está do outro lado, os adversários mudam, o estádio fica meio diferente e o jogo nunca respeitará a lógica. Por isso, o time fraco consegue ganhar do Atlético MG. Por isso segue intocável na elite.

Que a situação alviverde sirva de lição para o seu adversário desse domingo, porque, um dia, aquela camisa vermelha e preta pode não ser suficiente para evitar o maior dos vexames para um gigante do futebol.