Caiu o Mano Menezes. A torcida brasileira, que gosta tanto de pisar na própria seleção, pode comemorar mais uma burrice da maravilhosa CBF.
Não... não acho que o Mano seja um treinador perfeito. Acompanho a seleção brasileira bem de perto e sei que ele fez as suas cagadas. A última foi a convocação do senhor Durval, zagueiro que está na fila do INSS há dois anos e que foi chamado para a seleção do mais novo demitido da praça.
Acontece que a torcida brasileira e a podre CBF não percebem que o nosso agora ex-treinador não era o nome perfeito, mas era quem melhor se encaixava na tentativa de se ter um treinador que fosse ofensivo, defensor do protagonismo brasileiro no futebol.
O destino deu uma força para o Brasil. Na época em que foi contratado, Mano era apenas a terceira opção. Felipão e Muricy, mestres do "futebol resultado", tinham contratos que os impediam de assumir a seleção. O treinador foi o escolhido.
Acostumado a armar times ofensivos, Mano fez com que o Corinthians renascesse na série B e fez um 2010 maravilhoso com o time paulista. Assumiu a seleção e continuou com o mesmo estilo. Trouxe Neymar, apostou na juventude, mas foi prejudicado pelo fato da seleção não jogar as eliminatórias. Menos jogos = menos tempo para armar um time.
Mesmo assim, conseguiu firmar Neymar como estrela da seleção, teve coragem de chamar o Hulk quando ninguém o conhecia, apostou alto em um Oscar na camisa 10 e não recuou na tentativa de armar um time que não tinha medo de jogar bola.
Você que comemora a demissão do Mano, é melhor parar para pensar. Felipão, que ganhou um torneio de sete partidas e se tornou rei no Brasil, já mostrou que não é tão perfeito assim, vide o trabalho no Palmeiras. Muricy, como todos sabem, não vai deixar de ser o mesmo grosseiro, tanto na maneira de armar um time, quanto no trato com a imprensa.
Parabéns torcedores e CBF. O maior adversário brasileiro não são os argentinos. O maior adversário do Brasil são os próprios brasileiros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário